Um fio de fumaça faz a ponte
entre o morro e essas nuvens.
Enquanto a terra inflamada devora os pneus,
a poeira levanta com os rastros da fuga.
E a fumaça dos pneus queimados,
com esse cheiro que impregna nos rostos,
defuma os seus churrascos, suas lajes,
seus quartos e os momentos de ócio.
A diretora, na manhã seguinte,
entrará na sala de aula pesarosa.
Seus colegas lamentarão até a hora do recreio.
Sua mãe nunca mais terá um emprego.
Quando o sol se deita e os turistas se escondem
(assustados com o vapor que embaçou suas fotos
e o clamor da rua pelos filhos de Sivuca)
a chuva cai pra derreter o Pão de Açúcar.